Muitos chatbots vem sendo construídos com bibliotecas de IA, plataformas de desenvolvimento de aplicações cognitivas, e sabe-se lá mais que termo se possa usar para chamar a atenção de que “são inteligentes”. Mas são ?

Onde está a inteligência afinal ? Você criou um bot que consegue entender linguagem natural (faz processamento de linguagem natural PLN) quando uma pergunta é digitada ou uma frase é dita, e depois para aquela intenção de busca, recupera um texto fixo ou uma outra frase.

Isto é inteligência ? Tá bom. É. Mas convenhamos... chamar de sistema cognitivo um sistema que reconhece um bom dia e responde com outro bom dia é bem artificial. E se eu der bom dia e forem 18 hs ? Ele responde com “bom dia” ou deveria dizer “Boa tarde, pois já passou do meio dia. Você está atrasado !” ???

Temos visto cada vez mais chatbots no Messenger do Facebook (e outras mídias sociais) . Bom sinal !

Mas, um aspecto tem me chamado a atenção e gerado preocupação. São as “letrinhas miúdas” do termo de aceite de utilização, por exemplo, do Facebook/Messenger que assinamos virtualmente quando damos o “aceito as condições”. Você já leu ?

Diz lá literalmente que você está ciente e aceita que todas as informações que trafegam por lá sejam retidas para uso do Facebook e por mais 9 empresas do grupo do Facebook que passam a ter permissão de utilizar estes dados enquanto desejarem. Inclusive informações de cartões de crédito e transações comerciais que tenham sido feitas por lá. Tudo. Os dados ficarão lá. Na base de dados deles. Parece bom ?